terça-feira, 23 de setembro de 2008

Rolando a Pelota

Li uma crônica do Armando Nogueira escrita na década de 60 e pude perceber quanto o futebol mudou. Como muitos, ando altamente desanimado com nossa seleção (até queria que ela fosse representar a Argentina nos próximos jogos). Mas, como ia falando de seleção, Armando Nogueira indubitavelmente teria de falar de Pelé, e nessa parte abro um parêntese para falar das recentes contratações trilionárias que ocorrem hoje por parte de clubes europeus atrás de nossos pupilos jogadores em busca de dinheiro, mulher e Ferrari. Bem essas contratações cheias de zero faz com que nossos jogadores representem bem seus clubes no exterior, porém são verdadeiras porcarias jogando na seleção brasileira; deixam claro com isso que a seleção não representa algo financeiramente importante a eles, o peso da camisa já não existe mais e o que mais pesa no momento é o símbolo da Nike. Provavelmente acabou o tempo do amor à camisa, do amor à seleção, o que resta é o amor ao dinheiro e um bom patrocínio. Muitos estão se perguntando onde ficou a crônica do Armando Nogueira que citei acima, bem é que me sinto realmente muito indignado com o que vem acontecendo com a joça de futebol do Ronaldo gaúcho, do Ronalducho e daquele Robinho e, quando li essa crônica, o Armando Nogueira falava sobre Pelé no museu de som e imagem no Rio na década de 60. Pelé deu uma entrevista e falou muito sobre futebol (Armando Nogueira lembra que Pelé e futebol são sinônimos). Pelé contou sobre os convites para jogar fora, pelas tentativas da Espanha e da Itália em levá-lo por quantias suntuosas, no que ele respondendo que não joga por necessidade material e por isso não aceitou os convites, apenas respondeu a gravação do Museu do Som e Imagem que preferia jogar no Brasil por que: “Aqui estão os meus amigos, aqui está minha família, esta é a minha pátria, onde nasci e espero morrer”.
Postado por Rafael J.R Silva

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