quinta-feira, 6 de novembro de 2014

OS LIVROS: QUE AMOR



PAREI outros afazeres da vida para dedicar um pouco de tempo aos livros de minha estante. Cerca de 300. Tudo bem que não é muita coisa, mas a surpresa mais desagradável é que li poucos desses.

- Ora, para que comprar livros se você não os lê?., disse alto para mim mesmo.

Resolvi mudar de vida e começar a ler os livros que tenho antes de qualquer outra coisa nesse mundo.

Separei primeiramente na prateleira de cima aqueles que já li. Chamei minha esposa e perguntei: Dê uma olhada nessa prateleira de livros lidos e diga qual o meu perfil de leitor?

Olhou os cerca de 60 livros e sentenciou: leu muita literatura brasileira, romances principalmente. Depois vem muitos livros sobre teologia, sociologia, enfim, mas todos tendo como pano de fundo o Brasil.

Gostei de sua observação.

Mas vamos falar, então, sobre os aproximadamente 240 livros que estão ansiosos para que eu os leia.

Comecei algumas semanas atrás a ler um deles: O Xangô de Baker Street, de Jô Soares. Antes dele tinha lido dois livros de Tolkien, O Senhor dos Anéis e O Hobbit, mas não vou contabilizá-los porque eles foram empréstimos de meu irmão que, em matéria de livro e leitura, está anos luz na minha frente.

Gostei do livro do Jô Soares. Simples. Numa escala de 1 a 10 daria para ele, antes das páginas finais do livro, nota 5. Mas o final me surpreendeu e daria agora 6, talvez até 6,5, pois aquele lance de associar as cordas do violino e as notas MI, SOL, LÁ, RÉ com o nome do assassino Miguel Solera de Lara Rezende, foi muito bem sacado.

Comecei logo em seguida o livro O Perfume, de Patrick Süskind. Já sei mais ou menos o que se passa nesse romance francês do século XVIII, pois assisti a versão cinematográfica, em 2006. A propósito, muito boa.

Pretendo ler ainda uns quatro livros até o final de 2014, e tenho alguns em mente como, por exemplo, O Exorcista, de Willian Peter Blatty, O Vampiro de Curitiba, de Dalton Trevisan, A Ilha do Tesouro, de R.L. Stevenson e dois pequenos romances de José Alencar Cinco Minutos e A Viuvinha que estão reunidos num mesmo livro da Série Bom Livro da Editora Ática.

De certo tenho somente que não comprarei mais nenhum livro enquanto estes que tenho não forem lidos, pois, afinal, do que vale ter tantas coisas reunidas numa estante e aproveitar tão pouco delas!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

DOMINÓ E PRAIA



DESCÍAMOS NUM grupo seleto de colegas: no máximo 05 ou 06 almas. O litoral paranaense é logo ali. Alugávamos uma casa, ficávamos na Casa do Estudante ou, ainda, em alguma Colônia de Férias.

Levávamos pouca coisa na bagagem, mas nunca esquecíamos o dominó. Jogávamos à tarde de sábado inteira e, muitas vezes, continuávamos até por volta das 20h. Somente depois desse horário saíamos para comer alguma coisa, ouvir uma boa música e beber uma cerveja.

Foram várias tardes de sábado sempre com as mesmas características: sol, final de tarde agradável e duplo 06.

Posteriormente eu mudei os hábitos: deixei o dominó e a praia e comecei ir acampar no Marumbi. Comprei equipamentos que tenho até hoje em bom estado: barraca, mochila, bota etc. Meus colegas não seguiram a mesma trilha, mas também deixaram de ir para o litoral nos finais de semana.

Encontrei com metade deles alguns anos depois no Noel em Curitiba e ensaiamos alguns bons jogos de sinuca, mas aí deixei a cidade e também essas possibilidades. Dias desse recebi uma mensagem de um deles me intimando para uma partida de 100 pontos junto com os antigos adversários.

Diga a eles que irei.

PS: Sei que jogar dominó não é como andar de bicicleta e para não passar vergonha comecei ontem a trabalhar minhas estratégias!